2 de set de 2015

Tua voz #



Eu adoraria ouvir tua voz ao ficar com sono...
Sentir ela invadir meus pensamentos e pensar sorrindo.
Em todo o bem e conforto que você me proporciona em teus braços.
Ouvir me falando coisas do teu dia, só pra saber... que você está aqui.
No nosso abraço, na nossa cama, debaixo do nosso lençol.

Eu queria aprender qualquer idioma se servisse pra entender a sua voz,
Pra saber o que você iria me dizer.. Com os olhos postos em você, veria seus lábios...
Modulando a voz para que eu suspirasse...
Seria meu melhor canto.. a proteção onde eu gostaria de estar.

Você seria minha casa... meu lar. Onde eu moraria sem sombra de medos.
A tua voz.. o nosso abraço, qualquer representação de carinho e vida sua...

Meus agradecimentos ao Criador que uniu tantas coisas lindas, 
somente para que eu admirasse, quão tamanha e bela foi a tua criação, em ter pensado você.
Em ter pensado a tua voz, que embala meus sonhos, acalma minhas incertezas...
Desmonta meus receios... tranca minhas inseguranças... 
E aos poucos... no nosso abraço, ao ouvir tua voz... durmo.

(Prida - 02/09/2015 - 20h39 - ao som de Your Window Pain, by Kirsch & Bass)

13 de jul de 2015

Não é você.

A duras penas para algumas pessoas, de forma fácil para outras, mas a vida te ensina algo intransferível de aprender: os outros não são você. Há mil e uma coisa, ou mais, que são você, mas inúmeras outras que não são. 


Então, não adianta fingir gostar de algo para elucidar alguém, vai chegar uma hora que você vai cansar e se perguntar o que estava fazendo naquele show que todo mundo curtia, menos você. Não adianta muito tentar ser sempre boazinha porque uma hora você vai querer parar de ajudar ou falar um palavrão e vão te julgar por isso. Então, sinceramente, aprenda a dizer não.

Manual de instrução ou texto de auto ajuda?! Ah, não. Só o que eu refleti hoje depois de descurtir todos os grupos no facebook ao qual eu não pertenço e curti apenas para ser alguém que eu não sou. E não era. E nem nunca fui.



Sabe, algumas pessoas são adicionadas as redes sociais e a nossa vida sem necessidade real para nós mesmos. Para que mesmo, né? Ah, claro, havia me esquecido: fazer parte, ser aceito, ser visto, notado. Por alguém em específico ou um grupo de pessoas. A troco de quê mesmo? Ah, perder-se. Pois se eles pegarem a sua play list real de todas as noites, eles vão fazer chacota de você, ou vão te ignorar e isso seria difícil.

Melhor ser quem eu não sou do que ser eu mesmo e não gostar de ficar comigo mesmo. Difícil. Eu ainda não consigo olhar para mim mesma por vergonha. Vergonha de tudo que eu deixei de mostrar que eu gostava para ser quem eu não sou. Talvez eu tivesse conhecido mais pessoas que se encaixariam melhor na minha rotina. No meu círculo de pessoas com quem gosto de estar. 



Até que tem no meio das pessoas que não curtem o que curto pessoas que eu gosto. Mas, elas não sabem quem realmente sou. 

Não que eu fui o tempo todo um não eu, mas eu me deixei em algumas brechas... e deixei partes importantes de mim. Partes estas que vou resgatando aos poucos, sem precisar de julgamentos alheios sobre o que fiz, faço ou deixarei de fazer. Isso porque agora eu estou plenamente falando. Não porque vou agradar ou não. É consequência. 

A única vontade é de te dizer: se curta e se compartilhe. Você é você, não tem outro. E vai se surpreender com quantos podem acabar te curtindo.